Há alguns meses os teatros de Porto Alegre vem sendo roubado por uma cara que acabou sendo chamado de Ladrão de Camarim. Ele fez a limpa em vários elencos, inclusive de uma peça minha, Vendetta Corsa. A estratégia dele é sempre a mesma. Entra como se fosse um funcionário e interpreta um mudo. Emite sons incompreensíveis e quando alguém falava com ele, ele mostrava um papel escrito que dizia "limpeza". Com isso ganhava livre acesso, ainda mais na comunidade teatral, sempre generosa. E assim ele ia. No roubo feito no camarim da Vendetta Corsa ele surrupiou um tablet do Leo Bello. E o Leo, generoso como sempre, ainda tentou ajudar perguntando se precisa de alguma coisa. Enquanto era acudido pelo Leo, o Ladrão de Camarim carregava o tablet sob o casaco de funcionário. Pois tanto vai a fonte que um dia o pote quebra. Hoje ele foi preso. Com a mesma estratégia roubou um par de óculos e um celular na 24 de Outubro. Repetiou-se até mesmo o sistema de despertar compaixão ao se fazer de doente. Mesmo sendo preso, em flagrante, após ter roubado três lojas, uma atrás da outra, uma senhora tentou interceder dizendo que ele tinha sido atropelado por isso estava assim.  Pena que logo ele vai sair.
Mas esta ele perdeu.

Comentários

Postagens mais visitadas