GRUPO DE MEDICOS ATORES DA AMRIGS





2000

A convite um grupo de médicos interessados em desenvolver seu senso estético relacionado com a teatro fui convidado para dirigir as atividades. O projeto iniciou-se com oficinas de interpretação, improvisação e estudo de textos e história do teatro. Este grupo de médicos independentes aproximou-se da AMRIGS que deu guarida estabelecendo como uma atividade da instituição.



2001

Primeira ação cultural. Estudo de diversas obras clássicas do teatro brasileiro. Escolha e encenação da peça do autor gaúcho Álvaro Moreira, nascido em São Leopoldo e cujo nome foi dado a uma sala de espetáculos de Porto Alegre, embora pouca gente o conheça. A peça foi o ponto alto do teatro do autor: Adão e Eva Nas Portas Do Paraíso.



2002

Foi encenada a peça A Doença de Cupido, sobre um caso clínico de Oliver Sachs no qual era apresentado o estranho caso de uma mulher até então muito deprimida que, de uma hora para outra, tem sua vida amorosa e sexual despertada depois dos 80 anos. Na investigação o médico descobre uma neuro-sífilis incubada por mais de 60 anos. Então ele se encontra no dilema de curar a doença e devolver a mulher a depressão e a morte como o tratamento adequando, ou correr o risco de complicações, mas oferecendo alguns anos de bem estar e alegria.



2003

O grupo, ainda em formação, padecendo de uma certa instabilidade, desenvolveu oficina de interpretação e improvisação e ao final do ano, apresentou um recorte de cenas de Oduvaldo Vianna Filho, entre elas Bilbao Via Copacabana, Moço Em Estado De Sítio e Alegro Desbum. Todas pouco conhecidas do grande público, visando com isso, uma ampliação do universo cultural dos médicos participantes e dos espectadores.



2004

O grupo estudou a obra de Ivo Bender & Chico Buarque fazendo, ao final do ano, um recorte sobre a obra dos dois importantes dramaturgos brasileiros.





2005

A ONG Vida Solidária assume substituindo a AMRIGS nas relações institucionais do grupo.

Foi encenado peça A Casa Fechada, de Roberto Gomes, um dos maiores dramaturgos brasileiros que morou em Paris e teve uma morte prematura. Uma rica experiência no qual o teatro da AMRIGS teve seu ambiente cênico subvertido com uma multiplicidade de ações paralelas e concomitantes.



2006

Novas apresentações da A Casa Fechada e inicio dos estudo sobre a obra dramática de Machado de Assis. Foram pesquisados muitos textos até foi feita a opção por Lição de Botânica.

Apresentação teve um acabamento visual muito interessante.



2007

Novas apresentações da Lição de Botânica com novos integrantes do grupo.

Inicio do ensaio da Clarice e os Bichos. Usando o universo dos contos de Clarice Lispector, foram selecionados textos que transitavam na sua profunda e delicada relação que tinha com os animais. Texto célebres como A Galinha, Os Macacos, As Baratas formaram um painel rico do mundo da autora. A apresentação foi no Centro Cientifico e acontecia em sítios diversos, obrigando o público a acompanhar o espetáculo. Encerrava com uma das poucas entrevistas com Clarice na qual ela refletia de forma antecipatória que, depois da Hora da Estrela, estava morta. E isso veio a ocorrer meses depois.

Desenvolvi a pedido da Vida Solidária o projeto: Fumo Zero 12 anos



2008

Novas apresentações de Clarice e o Bichos na AMIGS e foi atração na Feira do Livro de Porto Alegre, na inauguração do Centro Cultural Barbosa Lessa.

Apresentou-se também na Feira do Livro de Camacuã.

Começamos o estudo de novos autores e encontramos Silveira Sampaio, médico e comediógrafo, contemporâneo de Nelson Rodrigues e encenamos Só o Faraó Tem Alma. Um cenário de grande requinte. Foi bastante elogiado.



2009

Novas apresentações do Só o Faraó Tem Alma, com novo elenco devido a entradas e saídas de elementos do grupo.

Junto com os médicos atores e os médicos cantores, foi pesquisada a vida e obra de Sarau Noel Rosa na comemoração de seu centenário. Foi recriado o ambiente de rádio teatro da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e a vida do poeta da vila foi contada em cenas e musicas.



2010

Novas apresentações da Sarau Noel Rosa, onde se destaca o convite pela Fundação de Medicina para recepção dos calouros.

Novo trabalho integrando, além dos médicos cantores e atores, o grupo vocal. O tema foi Vinicius de Morais e foi desenvolvido um roteiro onde contávamos a vida do poetas através de seus casamentos. As Mulheres de Vinicius teve inúmeras apresentações.

Devido a este trabalho, não foi possível criar uma peça nova, embora se tenha tentado ensaiar a peça a peça “She”.



2011

A partir de uma pesquisa que incluía depoimentos e histórias pessoais foi criada a peça A Tarefa (Ou Coisas Para Se Dizer Depois do Amor) tratando do tema da herança paterna.




2012

Projeto finito.

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